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Lutas, alegrias, surpresas: conheça as histórias de algumas das mães da UDF

 

IMG_20140508_102156997_HDREdi Teixeira, 32 anos. Mãe do Arthur.

           “Minha maior alegria foi descobrir que seria mãe. Desde a adolescência eu sabia que  talvez  não pudesse engravidar por causa de um problema no ovário; então sempre me cuidei, mas  deixei isso nas mãos de Deus.

Logo depois da notícia, comecei os preparativos para receber esse ser que eu amei  antes  mesmo de ter nos braços. A partir daquele momento, tudo girou em torno dele;  começaram as mudanças no corpo e na alma, o desejo de que o tempo passasse logo para  ver com quem o bebê iria se parecer, a escolha do nome. Como mãe, curti cada minuto da  gravidez, cada vez que ele se mexia ou eu ouvia seu coração batendo tão acelerado. Era  uma emoção única.

Nunca estamos preparadas para um parto prematuro, mas aconteceu, antes dos 6  meses de gestação. Mesmo assim, foi um momento especial. Vi um milagre acontecendo  naquele momento, mesmo não sendo o esperado, mesmo meu filho sendo tão pequeno e  frágil.

O Arthur viveu uma luta constante para sobreviver. Ele foi ganhando peso, respondia bem aos medicamentos e era muito esperto. Mas 32 dias depois do parto, quando nos ligaram dizendo que ele havia piorado, eu sabia que ele não iria resistir. Minha oração durante esse tempo todo sempre foi “Senhor, faça a sua vontade”, mas quando o pior acontece, não há como não sofrer, se revoltar, perguntar a Deus o porquê daquilo tudo. São momentos de choro, dor e angústia sem medida. Ao mesmo tempo também senti esperança e fé. Sentia a presença de Deus todo o tempo me dando paz para poder suportar essa situação. A dor é imensa, mas em momentos de desespero acabamos nos aproximando ainda mais de Deus. Eu vi que tinha duas opções: ou me rendia e ficava deprimida em uma cama, ou lutava para continuar vivendo. O que eu podia fazer? Não ia me render.

Meu filho ficou pouco tempo por aqui e não pude tê-lo em meus braços. Mas filho é para sempre. O amor de uma mãe é maior que o mundo, mas sei que o amor de Deus por nós é ainda maior. E Ele, com seu amor infinito, nos carrega em seus braços, nos consola e nos dá força para seguir adiante”.

 

IMG_20140508_101952556Lilian Faiacida, 30 anos. Mãe do Matheus, 6.

            “Fui mãe aos 25 anos. Eu estava no auge da minha vida, fazendo faculdade,  trabalhando, namorando… e de repente, fiquei grávida. Tivemos que mudar todos os  nossos planos e enfrentar as adversidades para poder recebê-lo. Como não estávamos  preparados, muitas barreiras foram criadas e muitas marcas ficaram.

Me emociono muito só de falar do Matheus. Ele nasceu com 3 voltas de cordão no pescoço, magrinho, o que nos deixou  preocupados. No dia do parto, só pudemos vê-lo de madrugada. Quando finalmente o vimos, meu marido pegou-o  no colo, entregou-o para que o Senhor fizesse seus planos e disse que iríamos lutar para que tudo fosse diferente para ele. Iríamos orientá-lo para que fosse uma criança amável,  segura, feliz e que tivesse no seu coraçãozinho, desde pequeno, o dom de servir.

Hoje, o Matheus tem 6 anos de idade e vejo o quanto Deus foi especial conosco em  cada  detalhe, nos suprindo e dando condições de poder colocá-lo em uma boa escola e ter  tempo de qualidade com ele. Temos orado para que o Senhor nos dê dia a dia mais  sabedoria para realizar sonhos sobre a vida dele, como uma excelente faculdade, chance de fazer intercâmbio, uma vida discipulada por nós sob a supervisão do Espirito Santo, um bom emprego, uma esposa virtuosa, e filhos, muitos filhos!

Olho para trás e diante as dificuldades, percebo que todas as feridas foram curadas e todas as barreiras destruídas mediante o amor que sentimos pelo nosso filho. Isso nos tornou uma família unida, que serve a Deus, que se ama, se diverte e que a cada dia descobre o verdadeiro significado do Amor Incondicional”.

 

IMG_20140508_102220628_HDR (2) Idalva Rojo (Dalva), 55 anos. Mãe da Maria Julia, 18.

              “Acredito que toda mulher sonha em gerar filhos. Quando engravidei já estava com 37  anos e a possibilidade de ter que fazer umtratamento. Eu e meu marido pedimos a Deus para  nos abençoar com um filho ou filha e entre nós pensamos que, se acontecesse, seria depois de  dois anos, tempo em que nos mudaríamos para nossa casa própria. Eu sentia que Deus nos  daria e sonhava com o bebê.

                Deus sempre nos surpreende. Do tempo que esperávamos Ele adiantou 11 meses. Meu  sonho de ser mãe se tornou realidade e muito antes do que esperávamos. Minha gravidez foi  muito tranquila e decidimos que o sexo do bebê seria surpresa. Afinal, Deus já tinha nos  presenteado. Na hora do parto, o médico que deu a notícia para meu esposo dizendo: “para  honra e glória do Senhor Jesus nasceu a Maria Julia”. Isso foi há quase 18 anos atrás. Foi um  momento muito especial. Sou muito grata por Ele ter me escolhido para ser mãe de uma filha  que é bênção em minha vida. Me sinto privilegiada ouvindo ela me chamar de mamãe. É algo  muito carinhoso e especial”.

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