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“A falta de paz destrói a maior parte das empresas”, lembra Jorge

Os bastidores da UDF: lições preciosas unem passado e futuro em nossa Reunião de Alinhamento

 

Time completo abrindo 2015.
Time completo abrindo 2015.

 

Quando um novo ano começa, a tendência que temos é a de olhar apenas para a frente. Mas nesse início de 2015, a Universidade da Família começou uma nova etapa olhando para trás.

Durante dois dias, Jorge Nishimura – o “Sr. Jorge”, como muitos o chamam, ou apenas “Jorge”, como ele mesmo se vê – recomeçou as atividades da UDF reunindo toda a equipe para um alinhamento de visão e uma boa viagem ao passado. A ideia do líder da UDF era abrir o coração à equipe e contar, pessoalmente, como sua trajetória como filho, pai, cristão e empresário afetaram diretamente a história da nossa instituição. Os principais momentos estão resumidos a seguir.

 

O acaso já previsto: “Deus escreve uma história através de gerações”

Essa frase deu início à todas as reflexões do dia e mostrou que, ao contrário do que costumamos pensar, a Universidade da Família não nasceu há 20 anos atrás. É possível dizer que a UDF teve sua origem traçada desde meados de 1929, quando Shunji Nishimura, pai de Jorge, foi acolhido por uma organização cristã no Japão (Rikkokai) após deixar a casa de seus pais. Tempo depois, “meu pai veio para o Brasil, com um pouco de dinheiro e uma bíblia embaixo do braço”, Jorge contou.

A história de Shunji Nishimura é um capítulo à parte e marcou profundamente a vida dos filhos, da UDF e própria cidade de Pompeia. Conheça a história completa.

 

“Foi tão doloroso que 2 anos depois ainda chorávamos ao lembrar”

O tema “gerações” logo fez com que Jorge e Márcia destacassem a importância de cada etapa vivida, dos êxitos aos fracassos: “Se Shunji não tivesse sido acolhido pelo Rikkokai lá atrás, não haveria UDF hoje. Nada acontece por acaso”, Márcia concluiu.

 

Jorge e Márcia lembram momentos decisivos da trajetória da UDF.
Jorge e Márcia lembram momentos decisivos da trajetória da UDF.

 

Com esse pensamento, o casal – que realizou um verdadeiro “trabalho de formiga” em direção ao que hoje é a Universidade da Família – tem uma perspectiva diferente sobre os dramas que enfrentaram durante a caminhada. Na conta dos desafios vividos pelos dois, estão: demissão do emprego, perdas materiais e emocionais, crises familiares, problemas conjugais e ministeriais, rupturas.

A conta dos êxitos, por outro lado, pode ser resumida em um aprendizado profundo do que é viver o cristianismo na prática e a certeza de que cada choro tinha uma razão de ser. Exemplo disso foi um dos baques mais profundos vividos por Jorge que resultou, mais tarde, em um dos pilares de sua filosofia de trabalho: sua demissão da empresa da família, em meados da década de 90.

“Foi muito doloroso passar por aquilo, mas no final de tudo eu, meus irmãos e meu pai nos unimos e prometemos que, independente do que enfrentássemos, estaríamos juntos”, disse. Assim Jorge desenvolveu o que chama de pilar do Acordo (aliança) sócio-familiar (esse e os demais pilares são descritos abaixo). Não é preciso pensar do mesmo modo, mas é preciso caminhar junto.

 

Uma estratégia de vida: Transparência, Equilíbrio Espiritual e Emocional, Fidelidade aos Canais, Multiplicação

 

Sobre valores: em constante busca pela união.
Sobre valores: em constante busca pela união.

 

No segundo dia de reunião, já foi possível perceber que se a UDF existe, segundo seus próprios fundadores, é porque certos princípios foram bem enraizados desde o princípio. Ao longo dos 2 dias em que conversaram com a equipe, Jorge e Márcia buscaram mais que contar sua própria história: o que de fato queriam era transmitir ao corpo de trabalho os valores e diretrizes que nos trouxeram e nos sustentam firmes aqui em direção ao futuro.

Entre eles estão: Fidelidade aos canais – “Nós não abrimos mão de nos submeter à igreja. Nenhum trabalho acontece sem a aprovação da liderança”; Conceito de Multiplicação – “Gente formando gente, capacitação de pessoas”; Transparência – “Assumir que a liderança não é perfeita e que sofre, chora e também erra”. Mansidão – “Não é ser bobo, é ser sábio. E também saber renunciar, ainda que você tenha direito ou queira muito algo”.

 

Finalizando: o conceito de P.E.A.C.E – “O homem de paz terá prosperidade”

 

Mesas separadas segundo os atributos do amor.
Mesas separadas segundo os atributos do amor.

 

Para concluir, Jorge reuniu suas principais lições e diretrizes de trabalho em um acróstico “sugestivo”: a palavra PAZ – em inglês, PEACE:

 

P ropósito e visão a longo prazo: Jorge nos conta que “aguardou 5 anos a liberação do nome ‘Universidade da Família’”.
E strutura de Governo: respeito aos canais, liderança
A cordo sócio-familiar: manter a unidade, sempre.
C aráter, comprometimento e competência: trabalhar com excelência, estando na base ou no topo.
E quilíbrio espiritual e emocional: perdão, amor e pacto.

 

Com esse conselho, o último dia de reunião foi chegando ao fim. Todo esse período de lembranças e reflexões com a equipe e os líderes (muitos deles aqui na UDF desde o princípio) abriram espaço para um clima de emoção entre nós, os próprios colaboradores. Divididos em grupos nomeados com os atributos do amor,  todos compartilharam a Santa Ceia. Não foi difícil ver o pão e o suco de uva serem distribuídos e recebidos com lágrimas.

A mensagem que fica é a de que a Universidade da Família, assim como cada um que aqui trabalha, não é perfeita. Mas sua origem, bem como seu crescimento, é pautada por valores que nos convidam a sermos imperfeitos juntos, unidos. Basta mirar o futuro olhando, sempre que necessário, para trás.

Confira a galeria de fotos completa da reunião.

 

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