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Meu avô, Seu Sizino

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Por Dinart Barradas*

Ele não era doutor em nenhuma ciência, nem chegou a concluir o primário, mas era honoris causa em retidão e honestidade.

Não faz muito tempo segurei em minhas mãos dezenas de notas promissórias por ele assinadas e resgatadas uma a uma, pura formalidade entre dois homens que resolveram fazer um negócio, muito mais na palavra do que no poder de um documento que nem em cartório foi registrado.

Sabe o mais absurdo: Para ser carroceiro ele tirou Carteira de Habilitação em 1947! Não queria ficar fora da lei…

Este era meu avô, Seu Sizino, como todos o chamavam. Só quem conseguia empreender uma conversa mais longa com ele era a Norma, pois não era de muitas palavras.

Que impressões fortes meu avô deixou em mim e nos meus tios e mãe, bem como nos muitos sobrinhos que ele acolheu em sua casa!

É disso que sentimos falta hoje em dia. Queremos belos exemplos que brotem dentro de casa. Necessitamos das histórias que não precisam de edição, nem de adaptações. Sem floreios, hipérboles ou música incidental. Elas emocionam, tocam a alma e o coração pela verdade, humanidade e ausência de intencionalidade.

Vivo o hoje olhando para a frente, semeando e antecipando o futuro em que meus netos ouçam, com naturalidade, as histórias do vovô e com olhos brilhantes percebam o quanto vale a pena ter uma vida que inspire as futuras gerações.

Conte as belas histórias de seus pais e avós para seus filhos, e inspire-os com as recordações positivas de gente simples que viveu uma vida extraordinária!

Que saudade de tomar benção ao meu avô…

*O autor é diretor do Ministério de Educação de Filhos (GFI) da Universidade da Família (UDF). Saiba mais sobre o ministério entrando em contato: gfi@udf.org.br.

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