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Como a tecnologia molda as novas gerações

Por Tim Elmore

Cada geração que vive no planeta Terra experimenta a vida através de suas próprias lentes. A geração Baby Boomers tornou-se a geração de pessoas que vivem para trabalhar, enquanto os Millennials são muitas vezes vistos como uma população que trabalha para viver.

O Japão por sua vez, inventou uma nova frase nos locais de trabalho: “morte por excesso de trabalho” e agora está tentando forçar as pessoas a saírem dos escritórios.

Cada geração é marcada pelas realidades que experimentou ao crescer: músicas compartilhadas, tragédias compartilhadas, ícones compartilhados, programas de televisão compartilhados, medos compartilhados, heróis compartilhados e, acima de tudo, tecnologia compartilhada. Neste artigo, gostaria de lembrá-los como cada uma das últimas quatro gerações foi moldada pela tecnologia. Talvez isso nos dê algumas perspectivas.

Como cada geração reage à geração anterior

Os historiadores Neil Howe e William Strauss revelam suas pesquisas de cada geração e explicam como cada uma tende a reagir. As gerações jovens tendem a:

-Romper com a geração anterior: Eles querem ser diferentes dos considerados velhos. Desejam ser sua própria versão. Em outras palavras, os Millennials tendem a dizer para a Geração X: “Vocês sãos legais, mas nós somos mais”.

-Querem corrigir duas gerações anteriores às deles: Eles querem corrigir os erros da geração dos seus pais para que eles não os repitam. Em outras palavras: “Quando eu tiver meus filhos, eu nunca farei o que meus pais fizeram comigo”.

-Querem substituir três gerações anteriores às deles: Eles querem evitar a perda de traços que admiram em gerações passadas. Em outras palavras: “Eu amo itens vintage em minha vida porque não quero perder o que meus avós tiveram”.

 

Cada geração dá as boas-vindas a uma nova tecnologia

As eras modernas e pós-modernas representam períodos marcados por dispositivos inovadores que mudaram a forma como vivemos. Meu pai, por exemplo, lembra quando cada casa do bairro finalmente conseguiu ter um telefone e os rádios eram a principal ferramenta para transmitir notícias e músicas. Esses itens eram novas “tecnologias” e quando você os possuía, você era uma pessoa considerada high tech.

Hoje, quatro gerações de pessoas enchem nossos campos escolares, departamentos esportivos, locais de trabalho e residências: os Baby Boomers (1946-1964), a Geração X (1965-1982), os Millennials (1983-2000) e a Geração Z (2001-2018).

Reflita comigo sobre algumas das novas tecnologias que foram introduzidas enquanto éramos crianças.

• Baby Boomers A televisão e os discos de vinil

• Geração X Fita cassete, CDs, videogames e Walkman

• Millennials Internet, iTunes, iPods e celulares

• Geração Z Smartphones, streaming de música, mídias sociais e aplicativos

 

A evolução da tecnologia e da juventude

Ao longo do tempo a forma como a tecnologia nos afeta evoluiu. Vamos analisar por um momento e refletir como cada geração deu início a um novo estilo de vida. Desde que eu era jovem, percebi a expansão da influência da tecnologia nas pessoas.

 

A tecnologia em cada geração tornou-se

1. Mais abrangente

É importante notar que, enquanto cada geração tinha sua própria “tecnologia”, isso não era tão abrangente para o Boomers quanto para as gerações subsequentes. De fato, cada nova geração tecnológica tornou-se mais onipresente, permitindo que a sociedade e a cultura se infiltrassem em nossas casas com mais facilidade. No início, as famílias tinham um rádio ou TV em sua casa. Ao longo do tempo, no entanto, as famílias acumularam vários dispositivos – incluindo mais de uma televisão, computador, telefone ou tablet. Hoje, graças à tecnologia, não precisamos esperar o noticiário da noite para ouvir os acontecimentos. Nós recebemos notícias instantâneas através dos aplicativos que temos à mão. A tecnologia nos afeta porque é penetrante. Muitas vezes, penetra em cada área de nossas vidas.

2. Mais privada

Pondere a evolução da tecnologia em nossa vida: no início, as famílias tinham TVs que muitas vezes eram a peça central da sala da casa. Havia um aparelho e todos nós sabíamos o que estava sendo visto. Se alguém estava no telefone, todos da família sabiam quem estava nesse aparelho. Mais tarde, nós adquirimos computadores, mas eles eram desktops e geralmente havia apenas um no local e todos viam o que estava na tela. À medida que o tempo avançava, cada um dos nossos dispositivos tornou-se mais privado, pessoal e menor. Rapidamente, as pessoas podiam “se esconder” atrás de seus laptops pessoais. Nas famílias de hoje, todos nós temos nossos próprios smartphones e ninguém sabe o que está acontecendo com o outro. A tecnologia caminhou do público para o privado; do compartilhado para o pessoal.

3. Mais poderosa

Finalmente, enquanto a tecnologia influenciava nossas vidas durante o último século, parece que foi se tornando mais poderosa e influente a cada ano que passava. Agora ela é algo central para a nossa comunicação, nossas fotos, notícias, atualizações, jogos, nosso entretenimento, música e horários. Nosso cotidiano é verdadeiramente mais impactado pela tecnologia hoje do que há dez anos. Alguns dizem que é como um suplemento para nossos corpos. Os estudantes colocam a tecnologia na mesma categoria que o ar e a água.

Meu conselho?

Hoje, nós que lideramos as gerações emergentes devemos ser mais intencionais:

  • Devemos lembrar que cada geração teve sua própria “nova tecnologia” e devemos resistir a julgar o que é “novo” hoje. Por exemplo: é fácil ficar com raiva de crianças que jogam games em seus smartphones. Mas nós não jogávamos fliperama antigamente?
  • Devemos reconhecer o que é eterno e essencial para os nossos jovens e oferecer orientações para manter esses itens. Por exemplo: uma vez que a tecnologia é mais privada hoje, devemos trabalhar para manter os relacionamentos pessoalmente. Devemos insistir em “áreas sem dispositivos” onde a inteligência emocional está sendo desenvolvida.
  • Devemos trabalhar para preparar nossos alunos para se tornarem adultos autossuficientes e emocionalmente saudáveis. Por exemplo: reconhecendo que a nova tecnologia os leva a negligenciar as habilidades das pessoas, devemos equipá-los com essas habilidades. Pode ser uma aprendizagem baseada em projetos e experimentos. Hussein, da Jordânia, disse: “Eu creio veementemente que tenho um link com o passado e uma responsabilidade com o futuro. Eu não posso desistir. Não posso me desesperar. Há todo um futuro, gerações estão vindo. Eu tenho que continuar tentando”.
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