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o milagre da maternidade educação de filhos udf testeminho

Milagres que só a Maternidade faz

o milagre da maternidade educação de filhos udf testeminhoCom os fatos descritos aqui, tenho por objetivo contar um pouco da minha história, durante a fase de ser uma mãe “novata” que tinha muito medo de errar. Porém, não imaginava que seria um processo que transformaria a velha Alexandra em uma nova mulher e mãe durante as semanas do curso Educação de Filhos à Maneira de Deus.

Durante toda minha vida, procurei buscar em Deus a direção para meus passos. Desde criança, aprendi com meus pais que este sempre será o caminho mais seguro. Hoje, com vinte e seis anos de idade, posso afirmar com alegria que esta submissão tem trazido muitos benefícios para minha alma. E, como eterna aluna do Mestre dos Mestres, sei que é de fundamental importância ser constantemente instruída por Ele. Casada há oito anos, meu relacionamento conjugal foi sendo moldado pela da Palavra de Deus, através do curso Casados para Sempre e agora, havia chegado o momento de aprender como ser uma boa mãe, ou melhor, como ser uma “excelente” mãe à maneira de Deus.

Quando iniciamos o curso Educação de Filhos, meu filho David estava com quatro anos de idade e Deus colocou em minhas mãos as ferramentas que seriam necessárias para a grande reforma: a vida de meu amado esposo, muitas passagens bíblicas, livros sobre o assunto, e um casal abençoado, Jairo e Isabel Boaventura, que, com humildade e graça de Deus, dedicaram uma parte do seu tempo para investir em nossa família. De todas as pessoas próximas a nós, ninguém sabia o que realmente acontecia dentro do nosso lar e em nosso coração. Sentíamos que estávamos passando pela “moinha de Deus”, mas sem saber o real motivo de tanta dor. Eu estava tendo grande dificuldade em me relacionar com meu filho e, simplesmente, não conseguia me dirigir a ele com amor. Meu esposo vivia aflito, não entendendo minhas reações de explosão, ira e frieza. E, ao mesmo tempo em que me via perdendo o controle das emoções, eu clamava a Deus por misericórdia e graça.

Então, logo na primeira semana do curso, após a primeira lição, tive um sonho. Sonhei que era o dia da formatura do curso, porém seria uma cerimônia diferente da forma que estamos acostumados a fazer. Cada casal deveria viajar até uma cidade onde havia acontecido algo marcante na sua infância e ali fazer uma representação do que foi a história da sua vida, compartilhando então seu testemunho a respeito do que Deus havia feito durante o curso.  Assim nosso grupo ia viajando de cidade em cidade, para que todos pudessem se apresentar. Chegou então a minha vez. O local que escolhi foi o que me causou a maior surpresa, pois não foi somente onde passei minha primeira fase da infância, mas foi exatamente no local onde meus pais se casaram: em frente à igreja matriz daquela cidade. Fiz então minha apresentação… E era uma história que tinha um começo, um meio e um fim. Ao acordar do sonho, tive certeza de uma coisa: Deus queria que aquele passado fosse, não esquecido, mas com certeza, concluído.

A FALHA NA COMUNICAÇÃO

A cada semana do curso, o Espírito Santo ajudava-me a dar um passo do cada vez. Foi quando descobri que o que mais atrapalhava a comunicação entre eu e meu filho era o fato de eu ser extremamente autoritária, exigindo dele uma maturidade inatingível para sua pouca idade. Foi então, que numa lição em especial, deparei-me com a realidade. Estudávamos sobre a “consciência moral de seu filho”. Aprendi que o David precisava ter, armazenado em sua consciência, lições de vida saudáveis para que pudesse fazer uso delas em todas as fases da sua vida futura, recorrendo ao seu “almoxarifado moral”.

Aprendi também que existem dois tipos de ensino: o positivo e o proibitivo. Analisando minha conduta, tive certeza que minha consciência moral era extremamente proibitiva e que, por este motivo, queria exigir dele um comportamento sempre correto, perfeito. Uma frase do estudo ficou martelando em minha mente: “Manipular é um método preguiçoso, cruel e desumano de paternidade”. Era exatamente o que eu estava fazendo. Fiquei muito angustiada, pensando se poderia ser possível uma transformação que fizesse uma mãe tão egoísta como eu, passar a ser uma mãe cheia de sabedoria e amor.

Por aqueles dias, havia chegado até minhas mãos, um livro escrito por Shirley Price, “Esposa e Mãe” (considero este livro como um presente de Deus para meu coração). Degustando aquela doce leitura, um trecho chamou-me muito a atenção. A autora contou sobre uma conversa que estava tendo com sua amiga Corrie Tem Boom (outra importante escritora), perguntando a ela qual seria o motivo de ser tão difícil libertar-se daquelas coisas que sabemos que nos prejudicam tanto. Coisas estas que até tentamos nos livrar, mas parece que simplesmente elas não querem nos deixar. Corrie então lhe contou que certo dia fez esta mesma pergunta a Deus, e Ele lhe falou:

“Corrie, ouça, há um sino tocando”.

Corrie ficou escutando um sino que tocava a distância. Ele estava batendo: blem, blom, blem blom! Então de repente, começou a tocar mais devagar: b l e m, b l o m, b l e m, b l o m. Depois parou. Ela sabia que, quando o sino começou a tocar mais devagar, alguém havia tirado a mão da corda, mas o sino continuou tocando.

Então Deus lhe respondeu que, quando se quer deixar de fazer algo ruim, primeiro precisamos parar de puxar a corda do sino, ou seja, tomar a atitude de não pecar mais. Os ecos ainda vão soar por um tempo, pois o presente é reflexo do nosso passado. Isto significa que alguns testes ainda poderão acontecer. Só depois de um tempo, o som cessará completamente, e saberemos então que estamos definitivamente liberto daquilo que impedia nossa plena comunhão com Ele.

A LIÇÃO DOS PASSARINHOS

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O agir do Espírito Santo em meu coração foi tornando-se mais e mais profundo, até que chegou o dia em que Deus havia preparado para ser o momento da maior lição da minha vida, lição esta que jamais esquecerei.

Era de tarde, estávamos nos arrumando para ir à igreja, e como sempre, o momento de convencer o pequeno David a tomar banho, tinha sempre que ter aquela inevitável “turbulência”. O David fazendo a birra costumeira e meu esposo tentando só apaziguar a situação. Num ímpeto de stress, desespero decepção comigo mesma, pela a atitude de meu filho e pela reação de meu esposo, saí transtornada pela porta da cozinha, e dirigi-me para os fundos do terreno de nossa casa, furiosa.

Apoiei-me no muro baixo, onde há uma vista para o terreno vizinho, um pasto verdejante com algumas árvores frondosas e, um pouco mais ao longe, um bambuzal. Fiquei ali, encostada, remoendo minha indignação. Sentia um misto de raiva e confusão. Perguntava a Deus porque era tão difícil assim que os dois me entendessem, se tudo que eu queria era fazer as coisas de forma certa.

Aos poucos, fui me distraindo olhando a paisagem. De repente, um passarinho chamou minha atenção. Ele estava em uma árvore a alguns metros e começou a “piar” veementemente, pulado de galho em galho. Fiquei observando seu comportamento: ele saltitava e parecia me fixar constantemente, gritando sem parar. Logo em seguida, dois passarinhos vieram para a árvore mais próxima ao muro. Agitados, juntaram-se em coro, piando e gritando a plenos pulmões. E, definitivamente, estavam todos olhando para mim! Até então, eu estava apenas achando graça, mas não achei mais tão engraçado quando tive a nítida sensação que estavam prestes a me atacar.

“Era só o que me faltava!”, pensei. “Além dos problemas que tenho para resolver dentro de casa, agora não tenho nem mais o direito de ficar aqui fora, em meu próprio terreno… Caiam fora vocês, passarinhos intrometidos, pois não estou invadindo o terreno de ninguém!”, resmunguei em pensamento, indignada.

Soprava um vento gostoso naquela tarde. E foi, naquela brisa suave, que reconheci a voz do meu amado Jesus, como um sussurro aos meus ouvidos:

“É… realmente você não está invadindo o espaço deles… porém eles estão se sentindo ameaçados com a sua presença aqui. Eles não estão acostumando a ter alguém presente por tanto tempo os encarando…”

Meu coração, que até aquele momento estava completamente endurecido, quebrantou-se ao reconhecer aquela voz, começando a bater em ritmo acelerado. Ele continuou:

“Está calma agora? Você pode ouvir-me um pouco?” Prendi a respiração.

“Seu filho e seu esposo agem desta maneira porque estão se sentindo ameaçados. Você só sabe exigir, impondo a tua vontade com muita frequência. Seu filho David reage com agressividade porque ele sabe que, na maioria das vezes, você fará outra cobrança, também com agressividade. Agora analise: Estes pássaros são apenas pássaros… E seu filho é apenas uma criança.”

Insistindo em argumentar com minhas razões, questionei:

“Mas e minha autoridade de mãe, como é que fica então, heim, Senhor?”

Porém parecia que o Mestre não estava preocupado em me responder, porque voltou a falar sobre os passarinhos:

“Esta gritaria lhe incomoda?”

Eles estavam agora realmente me deixando louca com aquela barulheira sem intervalos, e já havia se passado mais de meia hora.

“Incomoda sim, Senhor. Olha, estou cansada de tentar conquistar meu filho, pois nada tem dado resultado. Sinto que ele não me respeita como mãe. Não sei mais o que fazer!”

O Senhor Deus novamente insistiu:

“Estou lhe perguntando sobre os passarinhos… Se esta gritaria está lhe tirando a paz, você só tem três opções, então escute com atenção. A primeira é continuar aí, exatamente onde você está, impondo a tua presença a eles. Se ficar aí parada até a noite chegar, provavelmente você vai conseguir vencê-los pelo cansaço. Então eles vão se calar por obrigação, pois a noite chegou. Porém, saiba de uma coisa: daqui por diante você terá eternos inimigos, pois eles sempre te reconhecerão.”

Fiquei pensando sobre aquilo. Era exatamente o que estava acontecendo entre meu filho e eu. E o Senhor continuou:

“A segunda opção é ignorá-los, e a partir de agora, não se importar mais com o barulho. Agora, olhe para o primeiro pássaro, aquele que deu o sinal de alarme para os outros.”

Olhei para a árvore mais adiante. Aquele pássaro não havia vindo com os companheiros. Continuava lá, mas já havia parado de gritar.

“Bem feito!”, pensei. “Gritou tanto que perdeu a voz!”

Porém, de repente, como se tivesse me escutado, o passarinho voou para mais longe ainda, para o bambuzal. Colocou-se bem lá no alto e voltou a piar ainda três vezes, como se ele quisesse me dizer: “Para mim não faz diferença nenhuma tua postura. Apenas saiba que ainda estou vivo e, simplesmente, não quero mais ficar perto de você!”

Logo pensei: “Meu Deus, seria terrível se minha atitude arrogante causasse um distanciamento fatal entre eu e meu filho!”.

“Por fim”, continuou o Senhor, “ainda há a terceira opção: Você pode permitir que… Eu transforme você em um passarinho!

“Você passará então a conviver com eles para entendê-los melhor. No começo, é claro que haverá dificuldades de aceitação, pois você será ‘nova no bando’… Também será difícil adaptar-se, pois terás que aprender como é a vida de um pássaro. Porém, se você realmente quiser conquistá-los, pode ter certeza de todo esforço será recompensado.”

Fiquei ali ainda parada por alguns minutos, meditando maravilhada sobre tudo aquilo. Os passarinhos da árvore próxima a mim ainda gritavam sem parar. Reconheci, humilhada diante de Deus, que precisava mesmo deixar que Ele transformasse minha vida em uma nova criatura, segundo o Seu coração, e não segundo as minha verdades.

Lentamente, dirigi-me para a porta de cozinha. Por estar fora do alcance da visão dos pássaros, fiquei na expectativa de parar de ouvir os gritos. Mas eles ainda estavam lá. Ao colocar a mão no trinco da porta, o Deus Onisciente comentou sobre meu pensamento:

“Minha filha, você se lembra da mão que puxa a corda do sino? Estes gritos são apenas o eco. Se você tirar definitivamente a mão da corda, eles ainda ressoarão por um tempo, mas logo depois cessarão.”

Entrei em casa e fui até onde estava meu filho e meu esposo. Como um pai sábio, ele já havia conversado com o David e lhe dito que deveria pedir perdão.

Abracei meu filho chorando, mas meu coração transbordava de alegria. Agora tinha a certeza de que Deus ainda nos amava, apesar de minhas enormes falhas. Meu filho olhou para mim, e na sua pureza de criança, preocupado, perguntou:

“Mamãe, porque você está chorando?”

Meu quebrantamento era tanto que mal consegui falar. Porém, dentro de mim, agora era meu coração quem gritava:

“Porque Jesus acabou de me contar, meu amor, que tenho muitas coisas para aprender com você. E, a partir de agora, vou realmente me esforçar para fazer isso!”

Naquele momento, novamente senti a doce brisa, e o sussurro suave em meus ouvidos:

“Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, jamais entrará nele.” (Mc. 10:15)

Quando voltei para a cozinha, os passarinhos já haviam parado de gritar, e reinava dentro de meu coração, e de minha casa, uma paz que simplesmente não há como se descrever.

Alexandra G. do Prado, esposa de Vanderlan, mãe do precioso David. Florianópolis,2008.

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