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Todo mundo é líder?

 

Lembro que durante a minha infância sempre fui um menino muito tímido. Ótimo aluno, bom filho (sou o caçula – tenho dois irmãos mais velhos), sempre fui o mais bajulado por meus pais e acho que nunca dei (muito) trabalho em termos de disciplina.

As “artes” da infância foram dentro da normalidade de uma infância alegre e com amigos do bairro, em Londrina.  Apesar disso, eu sofria com a timidez. Com o passar do tempo e o início da adolescência tive algumas crises marcantes.  Falar em público, nem pensar!  Ler um texto na sala de aula, era a morte!  Qualquer coisa que me expusesse provocava intenso calor no rosto, o raciocínio se embaralhava, a boca secava e a testa começava a suar.

E mesmo depois que conheci a Jesus (com 14 anos de idade), abri meu coração confessando meus pecados e Ele se tornou o Senhor de minha vida, a timidez e a vergonha eram coisas difíceis de superar.

Orar em voz alta, participar de atividades em que tinha que me expôr, eram motivos de me isolar das pessoas, fingir que “não era comigo”, medo, mãos suadas e até dor no estômago.

Mas o interessante é que, apesar disso tudo, as pessoas sempre viam em mim um líder, uma pessoa de confiança e determinado.  Minha liderança nem sempre era algo formal, mas informal, influenciadora (e quantas vezes eu lutei contra isso, devido a timidez!).  Parece que quanto mais eu “fugia”, mais situações como essas vinham com força.

Eu achava que poderia trabalhar e ajudar em qualquer coisa, menos em liderança!

Quantas pessoas, hoje, não pensam e sentem a mesma coisa que eu senti durante anos?
Quantas pessoas, hoje, acham que jamais conseguirão liderar nada, nem ninguém?
Quantos não tem sofrido, pois acreditam que para influenciar outras pessoas precisam mudar completamente o seu perfil?

A seguir quero compartilhar o texto “TODO MUNDO É LÍDER?” escrito pelo Dr. Tim Elmore, fundador do Growing Leaders e criador do curso HABITUDES. Sua abordagem acerca do que é ser LÍDER é muito interessante.

 

TODO MUNDO É LÍDER?
Tim Elmore 

A resposta, obviamente, é “sim” e “não”.  Tudo depende de como definimos a palavra “líder”.  Se usarmos a definição tradicional – alguém em posição de autoridade sobre um grupo de pessoas em uma organização -, então a resposta é “não”.  Nem todo mundo, e certamente nem todo estudante, possui as habilidades naturais para tornar-se o presidente, executivo-chefe ou líder principal de um grande número de pessoas.  A maioria nunca ocupará o maior posto de um organograma.  Talvez, apenas 10% da população alcançará isso.   

No entanto, se definirmos liderança de uma maneira diferente, abriremos uma perspectiva inteiramente nova para os alunos.  

E se liderança for mais como alguém que busca uma “paixão” em sua vida, uma paixão por meio da qual influencie os outros em sua busca? E se ela estiver mais relacionada a encontrar um ponto forte e, ao usar essa força, influenciar naturalmente os outros de maneira positiva?

Acredito que cada um de nós possua algum ponto forte que o capacite a influenciar os outros nessa área.  Dominamos alguma habilidade ou segmento de trabalho e exercitamos esse domínio de maneira saudável. 

Creio que a liderança esteja em servir as pessoas na área em que possuímos habilidades naturais e paixões.  Quando o fazemos, inevitavelmente repercutimos com influência.  Não precisamos nem tentar “liderar” os outros.  Dessa maneira, ao amadurecermos, revelamos naturalmente em que área somos fortes e influenciamos certo número de pessoas.   Pode ser que nem tenhamos uma posição no topo de um organograma, mas lideramos.  É por essa razão que escolho definir liderança assim: 

LIDERANÇA É USAR A MINHA INFLUÊNCIA EM BENEFÍCIO DE UMA CAUSA DÍGNA.

 Assim, abracemos nosso papel de influenciadores.  Aprendamos a liderar e influenciar de maneira apropriada aos nossos pontos fortes e não nos justifiquemos por não sermos um Colin Powell ou um Bill Gates.  A liderança está disponível a cada um de nós de maneira particular.  Consiste em nos tornarmos a pessoa que nascemos para ser.  Tem a ver menos com posição e mais com disposição.  Não é tanto uma questão de superioridade, e sim de serviço na área em que somos fortes.  Tem a ver menos com um conjunto de comportamentos e mais com a perspectiva com a qual vemos a vida.  Quando a definimos assim, ela fica ao nosso alcance”.  

 

Queridos, todos nós podemos liderar. E a partir da próxima semana citaremos quais são as “melhores” desculpas que as pessoas usam para NÃO liderar.

Acompanhem e Deus os abençoe.

Edson Sakiyama
Crown Profissões

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