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A vergonha do botox infantil

Por Karine Rizzardi

É bem como dizia meu avô: “Que mundo nós estamos vivendo? Onde já se viu uma coisa dessas!” Eu estava passando alguns canais de televisão e eis a notícia que assisti de um programa de informações confiáveis: “A nova moda em Los Angeles agora é fazer botox em crianças.” O que? Eu fiquei atônita! O que é que estão fazendo com as nossas crianças? Que tipo de mãe teria uma mente tão cauterizada que autorizaria sua própria filha fazer botox? No mínimo são mães que estão completamente feridas em sua auto estima e que também foram lesadas no quesito “auto imagem”.

Estou seriamente pensando que este mundo está maluco a cada dia que passa. É o alto índice de homosexualidade crescendo, é uma geração de pessoas que não querem ter filhos porque não querem descentralizar suas vidas egoístas para dar amor a alguém que é parte de si mesmo e várias outras coisas, mas essa do botox para mim superou todas as anteriores.

Analise você: Se o sistema estimula uma criança a fazer botox desde cedo em sua vida, qual a mensagem subliminar que ela absorverá em sua mente? Ela crescerá com a idéia que não é bonita o suficiente para reunir em si mesma características únicas e singulares que só pertencem a ela. Os pais precisam ensinar aos filhos desde cedo que não há ninguém com a beleza deles, pois assim como os dedos de cada mão não são iguais, a beleza de cada um também deve ser diferente e nós precisamos valorizar essas diferenças.

As comparações surgem desde sempre e devem ser trabalhadas na mente das crianças de forma saudável. Deve-se valorizar aquilo que elas tem de belo, seja em características físicas, seja em qualidades de personalidade. Se isso for explorado desde pequeninos, quando chegarem na adolescência (onde naturalmente se acharão feios e inadequados), eles certamente passarão por essa fase com menos conflitos psicológicos e com a auto estima mais fortalecida. Se essa moda de fazer botox em crianças pega aqui no Brasil, como consequência estaremos estimulando-os ainda mais a se autorejeitarem e a desenvolverem sérios problemas de compulsões alimentares, de bebidas, de consumo de drogas, além de uma série de outros transtornos e danos emocionais.

Essa busca desmedida por um corpo perfeito e absurdamente definido pode estar escondendo o maior vazio existencial que o ser humano está passando e como se não regras para preencher esses buracos emocionais, ainda estão contaminando as crianças que nada mais são do vítimas desse próprio processo disfuncional.

Penso que os cirurgiões que inventaram esse absurdo deveriam fazer botox em suas próprias mentes, para que fossem rigidamente controlados. Sem dúvidas, suas próprias emoções já estão semelhantes ao botox, pois estão endurecidas em uma mentalidade sem expressão que está contaminando uma série de outras pessoas que são influenciadas pelo meio e não são capazes de formar sua própria opinião sobre o que ou não saudável. Alertem-se

 

 

 

 

 

 

 

 

A autora é psicóloga especialista em casais e família
(45) 3224-4365
drakarinerizzardi@gmail.com

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