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Um encorajamento para que você prossiga

MINISTÉRIO DA FAMÍLIA

Recentemente fui chamado a ouvir as reclamações da líder de um dos ministérios da Igreja que mobiliza muitos voluntários. As palavras daquela moça eram literais reclamações que tenho ouvido nos últimos 29 anos como pastor de uma igreja local: “o pessoal não está comprometido”, “eles me tratam como se eu fosse funcionária deles”, “este ministério está no meu coração, mas se continuar assim acho que vou entregá-lo para outra pessoa”, “eles pensam que estão fazendo um favor para mim”, está difícil convencer a turma a não desistir”, “não sei como desafiar mais voluntários para fazer o ministério expandir”, “acho que estou um pouco desmotivada” dentre outras tantas ponderações que descreviam o “espírito” como as coisas aconteciam.

Felizmente hoje posso encarar essa conversa com outro foco. Em outras épocas eu diria coisas como “ é assim mesmo, os comprometidos são sempre minoria” ou “este é o ônus da liderança, vamos pedir a Deus que lhe dê paciência e sabedoria”. Mas com a visão que adquirimos ao longo da vida pastoral, alguns conceitos estão muito mais claros em minha mente. Os anos me trouxeram a compreensão de que um ministério na Igreja Local deve ser encarado pelo menos a partir de quatro princípios:

  1. Todo ministério deve ser um instrumento facilitador e viabilizador do cumprimento da Visão da Igreja.
    Isto quer dizer que os ministérios não são “obrigatórios”, são decorrentes da visão.
  2. A participação em um ministério deve ser fonte de realização espiritual para o cristão.
    Isto quer dizer que ninguém está obrigado a tapar os buracos da estrutura eclesiástica. Ao contrário, a estrutura eclesiástica é que se torna flexível para abrigar as pessoas que o Espírito Santo tem capacitado com dons, paixões, cada um com seu jeitão. Pessoas nos lugares certos são auto-motivadas, ou melhor, “Espírito-motivadas”.
  3. Todos os ministérios da igreja são resposta estrutural aos cristãos que o Espírito Santo tem dado ao corpo local.
    Isto quer dizer que primeiro temos as pessoas certas, depois montamos a estrutura para que estas pessoas sirvam a Deus e às pessoas a partir das suas paixões e estilos pessoais. Os ministérios, portanto, são recursos que a comunidade cria para que seus membros possam devolver suas riquezas em benefício comum e cumprimento da visão dada por Deus.
  4. Todo cristão é capacitado pelo Espírito Santo para servir a Deus e às pessoas, e portanto, tem um lugar no corpo de Cristo que somente ele pode ocupar.
    Nada é tão satisfatório na vida cristã quando ocupar este lugar que o Espírito Santo separou especialmente para mim.

“Ninguém NA COMUNIDADE CRISTÃ é obrigado a continuar como voluntário a menos que creia que este é um lugar que o Espírito Santo separou especialmente pra ela”.

Ninguém deve se sentir culpado por “não aceitar o desafio” ou “desistir”, mesmo porque todos concluímos que os que estão na busca de ministério desejam servir a Deus e às pessoas, e precisam apenas encontrar o lugar certo para fazer isso.

Esta experiência tem se repetido em muitos ministérios da Igreja, e na vida de muitos cristãos que, encontrando o lugar que o Espírito Santo separou especialmente para eles, se tornam frutíferos e realizados, edificando o corpo de Cristo para a Glória de Deus nosso Pai.

Nobu Handa
Relações Institucionais da Universidade da Família

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