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Tributo a Um Pai Exemplar - Robert D. Foster - UDF

Tributo a Um Pai Exemplar

Por Robert D. Foster

Tributo a Um Pai Exemplar - Robert D. Foster - UDF

Um bom pai exerce influência poderosa e duradoura. Ainda hoje, aos 94 anos de idade, sinto o impacto indelével dos princípios que meu pai, Delos Lynn Foster, teve na minha vida.

Papai nasceu num haras no interior montanhoso do Jordan Valley, no Oregon. Não é de surpreender que ele tenha passado para mim seu amor pela terra, por árvores, cavalos, pessoas e por Deus. O legado das raízes escocesa e inglesa de meu pai é um presente ligado a dois firmes ramos: do lado Forester está a âncora teológica, e do outro, a devoção dos Dinwiddies.

Depois da faculdade, meu pai mudou-se para Watsonville, Califórnia, para tornar-se vendedor da L. E. Bain Clothing Company. Enquanto viveu ali com um velho primo, a Associação Cristã de Moços tornou-se parte importante da sua vida, tanto física quanto espiritualmente.

Dentro de poucos anos a ACM ofereceu um trabalho ao jovem Del (seu apelido), caso ele estivesse disposto a se mudar para Coeur d’Alene, Idaho. “Meu amor por jovens em seu relacionamento com Deus era mais importante do que vender roupas para eles”, era a afirmação ouvida com frequência da parte de papai.  Essa sua nova posição não oferecia grande salário, então, mais uma vez, Del voltou a ser vendedor de uma loja de varejo. Desta vez, entretanto, foi na J. C. Penney local.

Lars Tendall, gerente da loja, apresentou meu pai ao visionário e lendário homem de negócios, J. C. Penney, que imediatamente lhe propôs um desafio: “Del, venha trabalhar comigo em tempo integral, porque estou pensando em abrir outras operações e você poderá ser preparado para gerenciar uma delas.”   Depois de discutir a oportunidade com sua amada, Sadie (minha futura mãe), e passar dias em oração, papai sentiu paz e confiança quando tomou sua decisão.

O ano era 1910 e a Primeira Guerra Mundial começaria em 1912. A decisão de meu pai foi simplesmente: “Vou ficar com a ACM e Deus suprirá minhas necessidades”, ele anunciou. E se manteve fiel à sua decisão.

Quando eu estava com 9 anos de idade, em 1929, tive a inesquecível experiência de ir com meu pai à Union Railroad Station, em Chicago, para encontrar Mr. Penney, que estava chegando na viagem inaugural do trem Commodore Vanderbilt, da New York Central. Assim que ele desceu do trem, ele me levantou e, de acordo com meu pai, sussurrou em meu ouvido: “Seu pai fez a escolha certa.”  Que afirmação extraordinária! Papai havia desistido da oportunidade de se tornar um executivo corporativo, escolhendo permanecer na secretaria da ACM onde podia investir nos jovens e fazer diferença em suas vidas.

Um princípio importante que aprendi com isso é simplesmente: Nós tomamos decisões, mas as decisões nos moldam! 

É disso que fala Josué 24.15: “…Escolham hoje a quem irão servir. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor.”  Até o dia de hoje sou eternamente grato por meu pai ter tomado aquela decisão.

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