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crianças em corpo de adultos

Somos crianças em corpo de adultos

crianças em corpo de adultos

Não adianta dizer que “não”!

Podemos ter cabelos brancos e usar roupas mais adequadas para a idade, podemos falar como um adulto intelectual e se portar conforme o ambiente.

Podemos ser cheio de razões e transparecer ser inabaláveis ou aparentar ter todas as respostas e nunca pestanejar, mas por dentro somos crianças.

Somos crianças quando sentimos que não agradamos e quando buscamos um olhar de aprovação;

Somos crianças quando alguém nos machuca e com uma palavra mal posicionada, a frase dá eco para o dia inteiro;

Somos crianças, quando sentimos que fizemos algo errado e aquilo parece o fim do mundo, ao ter que administrar os próprios erros.

A verdade é que ainda usamos chupeta!

Internet, excesso de comida ou de bebida, falatórios desnecessários são apenas algumas. Entre as “chupetas” emocionais saudáveis, podemos inserir a espiritualidade, a interiorização e o cuidado com a saúde.

O facebook virou um microfone para dar voz aqueles pensamentos que ninguém escuta e whats app virou aquela chatisse infantil igual a guardar os brinquedos na hora em que você não quer mais brincar. Como isso cansa! Ao invés de estar escrito “I’m using whatts app” eu queria escrever: “Só fale comigo em caso de urgência. Tenho mais o que fazer!

Ainda usamos “naninha”… O objeto transitório descrito inteligentemente por Winnicott, demonstra o desejo que temos em nos sentir aconchegados. Queremos colo após um dia cansativo de trabalho, carinho no final da tarde e atenção no começo da noite.

Apenas um olhar…. é o olhar que confirma nossa significância.

Alguns ainda fazem birra da hora de uma briga e cruzam os braços sinalizando aborrecimento. Outros batem o pé para mostrar discordância e saem como olhar orgulhoso batendo a porta, mas no fundo, só querem dizer: “Eu me sinto ferido por você!”.

Nossas emoções não são tão aperfeiçoadas assim, pois afinal, ainda somos como crianças em corpo de adulto.

É por estas e outras razões que podemos ter cabelos brancos e usar roupas mais adequadas para a idade, podemos ser cheio de razões e transparecer nunca ter dúvidas, mas por dentro somos crianças… e se um dia esquecermos dessa essência, certamente perderemos a graça.

A autora é psicóloga especialista de casais e família
(45) 3224-4365
drakarinerizzardi@gmail.com

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