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O Celular na vida dos Adolescentes

Imagem ilustrativa.

O CELULAR NA VIDA DOS ADOLESCENTES
Por Karine Rizzardi*

Tenho tido muita preocupação com o uso abusivo de celulares na mão dos jovens e isto é algo que já venho percebendo a algum tempo.

Se você for ao shopping e começar a prestar atenção nas mesas onde os pais estão sentados com seus filhos, é muito provável que um deles estará teclando com seus amigos e o pai/mãe fica de vitrine, como se tivessem de enfeite. Comunicação quase nula.

Quando os adolescentes estão sozinhos e comendo em lugares públicos, a impressão que da é que a comida é um acessório insignificante, onde ao menos se percebe o gosto daquilo que está sendo digerido, pois o importante mesmo é se fazer presente nas redes sociais com os amigos ou paqueras.

É inegável os benefícios que o celular veio nos trazer, algo que inclusive tem auxiliado os pais na segurança dos filhos como os lugares onde estão, com quem estão e outros, mas não podemos esquecer que o uso exagerado desse instrumento pode ser um meio de fuga dos problemas, dependência ou inclusive um meio de se sentir aceito pelo grupo.

Não se enganem, queridos jovens, tudo o que é exagerado está muito próximo dos motivos que levam ao uso de drogas. Também não se enganem, amados pais, pois muitos filhos só copiam aquilo que vêem os pais fazendo e espero que não seja esse o caso de vocês.

Essa história de tentar conversar com os filhos para equilibrar o uso nem sempre dá certo, o que gera uma série de conflitos. Isso tudo é uma linda teoria, mas todos sabemos que não funciona assim na prática. Independente das circunstâncias, algumas regras devem ficar muito claras e tem que ser rigidamente obedecidas (tanto pelos filhos quanto pelos pais):

  • Vejo que os pais devem controlar o custo médio que os adolescentes gastam com isso. Na verdade até os pais teriam que controlar o gasto deles mesmos e vejo que muitos falham nesse quesito(principalmente os que tem mais dinheiro). Caso o valor fique ultrapassado do combinado, os filhos devem arcar com os extras tendo que fazer trabalhos caseiros ou fora de casa para suprir o gasto. Os pais devem cobrar até ocorrer a quitação do valor extra. Isso deve ser feito todo mês, não só de vez em quando só para “dar um susto”. Caso esta regra for desrespeitada, vale ter a suspensão do celular por tempo determinado.
  • O celular não deve ser substituto de afeto e carinho. Sei que os adolescentes estão no momento em que a presença dos pais não é tão importante, mas os pais devem saber o que está ocorrendo com eles. Isso, porém, deve ser conquistado desde a infância, não só quando os desafios da adolescência aparecem.

Independente do tempo e do meio, não podemos esquecer que celular significa um instrumento de comunicação e, como tal, esse contato deve ser iniciado em casa, não com colegas.

*A autora é psicóloga especialista de casais e família.
Contato: karinerizzardi@hotmail.com.

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