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“Eu vejo você”: Seu filho adolescente precisa dos pais que ele tinha quando era bebê

Por Rafa Manfroi.

Quando nós, pais, temos bebês, entendemos que cair, errar, ralar os joelhos e fazer galos na cabeça são parte natural do processo de aprender a caminhar sozinhos, de crescer, de amadurecer.

Entendemos também que neste mesmo processo, ás vezes é necessário segurarmos as suas mãozinhas e encorajá-los, dizendo: “Vamos! Vamos! Você vai conseguir!! “

Quando nossos bebês caem e choram, nossos braços estão sempre prontos a envolvê-los e confortá-los. Enxugamos suas lágrimas e dizemos com amor: “Já vai passar, você está se saindo muito bem”.

Rimos juntos das suas trapalhadas e esperamos com paciência pelas suas vitórias, afinal, temos plena certeza de que elas virão… No seu tempo virão!!

Quando esses lindos e fofos bebês crescem e se tornam adolescentes, esquecemos que encorajar, ter paciência, dar apoio, mostrar alegria e vibrar com suas conquistas continua sendo importante e necessário!

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Esse filho, hoje  adolescente, talvez um pouco diferente, agressivo, calado, recluso, por incrível que pareça também pensa ter mudado de pais. Ele também, vez ou outra, tem a sensação deque o papai e a mamãe que viviam sorrindo pra ele e o exibindo por ai, contando aos quatro ventos as suas novidades e curiosidades, não são mais os mesmos que hoje ele tem em casa: sérios, rabugentos e repressores.

Como está o seu relacionamento com seu filho adolescente? Você ainda sorri pra ele? O pega no colo? Responde pacientemente suas duvidas? Acolhe e compreende seu choro? Dá consolo? Orgulha-se das suas conquistas? Você ainda lembra de abrir caminhos e construir pontes para que a sua caminhada seja mais tranquila?

Se tudo isso se perdeu no meio do caminho enquanto seu bebê crescia e se tornava “independente”, quem sabe este é o momento de você olhar pra ele e dizer: “Filho, eu vejo você!! Vejo sua dor, suas dificuldades. Vejo suas vitórias, seu empenho, sua responsabilidade com a vida. Vejo seus sonhos e quero fazer parte deles te apoiando, te compreendendo, de dando suporte, te amando!! Filho, eu vejo Você”!

Você pode ainda dizer… “Filho, você foi crescendo e eu, sem notar, fui acreditando que a minha presença já não fosse mais tão importante.  Hoje eu vejo que falhei e quero me aproximar novamente de você. Quero que saiba que estou aqui pra você. Eu vejo você. “

Vai ser um recomeço e vai valer a pena!! Sintam-se encorajados!!

Com carinho,

Rafa.

Rafa Manfroi é psicóloga clínica e escolar, trabalha há mais de 10 anos com educação e é autora do Blog Vamos Educar.

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