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De onde virá o grande avivamento?

Imagem ilustrativa.
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De onde virá o grande avivamento?
Por Norma Suely Barradas*

Por anos a fio a igreja e seus líderes vêm trabalhando para que seus membros sejam edificados e tenham uma vida espiritual consistente e abundante. Congressos, palestras, retiros espirituais, etc. Investe-se nas crianças, nos adolescentes e nos adultos. São homens e mulheres de Deus ensinando o que Ele quer sem, contudo, terem um resultado condizente com os esforços e recursos investidos.

Podemos dizer que o número de evangélicos cresceu nestes últimos tempos? Claro que sim. Segundo dados do (IBGE) entre os anos de 2000 e 2010 passamos de 15,4% para 22,2% sobre o total da população, somos cerca de 42,3 milhões de pessoas professando a fé evangélica.

Infelizmente, a meu ver, quanto mais aumentamos em número mais caímos em qualidade, firmeza de caráter, conhecimento bíblico. Experiência pessoal com Deus são eventos quase inexistentes no meio evangélico. Maior o número menor o compromisso com os princípios e verdades bíblicas. Quanto mais crescemos maior a quantidade do mundo que entra na vida da igreja, ora sutilmente, ora escancaradamente. Pregações sobre avivamento não faltam, profecias, reivindicações, palavras de ordem, frases feitas para comover multidões, entretanto a distância cada vez fica maior dos ensinos de Jesus: “Quem quiser ser importante entre vocês deverá ser servo; quem quiser ser o primeiro deverá ser o servo de todos” (Mateus 10.44,45).

Esperamos por um avivamento estrutural, espiritual, maciço, contundente e abrangente, mas Deus não é um Deus que busca shows pirotécnicos e confetes, ele busca relacionamentos pessoais e familiares. Desde o início ele buscou a família, criou a família, salvou a família, aliançou-se com a família, abençoou a família e fez promessas para famílias: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Não podemos continuar esperando que a igreja (instituição) faça aquilo que cabe à família fazer. Pais comprometidos com Deus e sua Palavra: “Estas palavras que hoje te ordeno estejam em seu coração”; dedicando-se com afinco e perseverança na transmissão dos ensinos a seus filhos: “Ensine-as com persistência a seus filhos”; treinando-os espiritualmente dentro de suas casas: “Sentado em casa, andando pelo caminho, ao deitar, ao levantar” (Deuteronômio 6.4 a 9).

Quando voltarmos para esta vereda antiga então o avivamento virá: “E, depois disso derramarei o meu Espírito…Os seus filhos e filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões” (Joel2.28 a 32).

Nossa luta é para que sejamos pais comprometidos com nossa geração e com a geração futura, que este desejo e alvo espalhe-se e inspire a outros, estimulando-os a fazerem de suas casas um lugar de adoração.

Deus os abençoe.

 

*A autora é diretora do Ministério Educação de Filhos (Growing Families International – GFI) com seu esposo Pr. Dinart Barradas.

 

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