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Como fazer as compras sem virar compulsivo?

Imagem ilustrativa.

Como fazer as compras sem virar compulsivo? 

Por Karine Rizzardi*

Você sabia que a maioria das nossas compras são emocionais? Isso significa que poucas pessoas conseguem ser realmente racionais na hora que compram desde um livro até um carro. Resolvi abordar esse tema devido ao final de ano que está chegando e o bolso precisa ser controlado para que você não caia nos excessos. Eis aqui algumas dicas necessárias, sem cair na compulsão:

  • 70% do que consumimos é desejo. 30% é necessidade. Isso significa que se você quiser fazer uma compra racional, comece a se perguntar se é desejo ou necessidade.
  • Toda vez que quiser comprar algo, apenas olhe e não compre. Volte no tempo de 24 horas e se realmente achar necessário, adquira o produto.
  • Saia de casa apenas com o dinheiro necessário, caso você não consiga ter controle sobre o gasto. Se o cartão de crédito também o fizer se desequilibrar, deixe-o em casa.
  • Se costuma usar talão de cheques, saia apenas com uma ou duas folhas.
  • Estipule um limite máximo de gasto na sua cabeça e respeite seu propósito pessoal.
  • Faça mentalmente o caminho que irá percorrer até o local que você deseja. Isto é essencial para que não se desvie ou passe por lojas conhecidas e por vitrines (tentadoras). Uma pesquisa realizada em São Paulo descobriu que um homem gasta o tempo de 20 minutos em um shopping, pois ele entra e em média vai exclusivamente no lugar que deseja. Já uma mulher tem o hábito de passar em várias lojas e gasta um tempo médio de 3 horas e 26 minutos.
  • Identifique quais emoções te fazem se descontrolar nos custos. Alguns compram porque se sentem muito felizes e entusiasmados. Outros compram quando estão frustrados ou tristes. Reconhecer essas emoções é fundamental para acabar com a compulsão.
  • Se você recebe seu dinheiro e não consegue controlar o que gasta, procure guardar e investir em planos maiores como negócios ou viagens. Isso desvia a atenção dos objetos de desejo e o previne de problemas futuros.

Lembre-se de que dinheiro não agüenta desaforo. O excesso de hoje pode se tornar a falta de amanhã.

*A autora é psicóloga especialista de casais e família.

 

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