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Alimentando-se na Esperança

Alimentando-se na Esperança

ALIMENTANDO-SE DE ESPERANÇA
Lamentações de Jeremias 3.19-26

Por Pr. Nobu Handa* 

Esse é um homem que está no tempo. Ele tem PASSADO, porque ele tem memória, ele tem FUTURO, porque ele tem esperança, e ele tem PRESENTE, porque entre as suas memórias e a sua esperança, ele toma decisões do que é que vai ocupar a sua mente, o seu pensamento, e o seu coração. E ele deixa que a sua mente e o seu coração sejam encharcados e inundados pelo que ele sabe e experimenta do caráter de Deus.

Com isto o que o profeta está querendo dizer:

  1. Nós não esperamos melhores dias, isso é fantasia e é infantil.
    Nós esperamos a provisão de Deus, qualquer que seja o dia de amanhã. Porque o v.26 diz o seguinte: “Bom é esperar tranquilo a salvação do Senhor” Então olhar pro passado agora é olhar pra falar das manifestações da graça, da bondade e do amor de Deus no seu passado.
  2. Como é que olhamos para o futuro?
    Com a certeza de que qualquer que seja o nosso futuro, o Senhor há de passar por nós com bondade, amor, misericórdia e graça.
  3. E o que é que fazemos hoje?
    Nós escolhemos o que é que vai ocupar o nosso coração e a nossa mente.

Uma viagem como esta é algo sensacional que acontece nas nossa vidas. Eu me lembro a quase um ano e meio atrás quando entrei aqui na UDF a Nair tinha acabado de perder a sua mãe, e eu me lembro de uma oração do André que a Nair merecia uma viagem pra que ela conhecesse muitos lugares e pudesse descansar deste período com sua mãe enfêrma, e o que vemos hoje foi a graça, a bondade e as misericórdias do nosso senhor. Talvez a Nair nunca tivesse sonhado com esta possibilidade de uma viagem como esta. E se olhar pra aquele tempo, talvez não seja um exercício muito agradável, mas ela contou com agraça e a bondade do nosso Senhor.

Pra aqueles que tiveram o privilégio de fazer viagens internacionais, a gente sabe que a gente volta modificado, visão nova, cultura nova, mundo novo, é como quem olha pro futuro com esperança. “Quero trazer a memória aquilo que me dá esperança”.

Hoje Nair, com a sua volta alimentamos no nosso coração e na nossa mente a bondade de Deus, E se ocuparmos a nossa vida em conhecer a Deus, amá-lo e servi-lo, é isso que nos prepara para qualquer tempo. Pra finalizar quero ler uma crônica.

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Outro dia a desesperança bateu lá em casa. Chegou de mansinho, subiu sem ser anunciada pelo porteiro e tocou a campainha. Estranhei. Ela me pegou desprevenido. Estava eu refestelado no sofá após um dia longo e cansativo de trabalho, e até pareceu que ela sabia o momento certo de chegar. Abri a porta e nem tive tempo de oferecer resistência, ela foi entrando e quando percebi estava sentada ao meu lado na penumbra da sala. Começou fazendo perguntas insinuantes e inadequadas para um momento de relaxamento. De repente suas palavras se transformaram em imagens e comecei a enxergar um caleidoscópio de notícias que passavam tão rápido que uma cena entrava na outra como se tudo fosse uma coisa só. De vez em quando estourava uma espécie de flash com caras e bocas que repetiam um blábláblá vindo de Brasília, gente amontoada por causa da greve dos ferroviários e metroviários em São Paulo, as primeiras eleições diretas no Egito, sêca no nordeste, protestos populares em vários países. A última imagem que me lembro era do gol do Corinthians, Paulinho de cabeça.

Por um momento acreditei que a desesperança tivesse ido embora, uma vez cumprida sua tarefa de me sufocar no canto da poltrona. Mas foi um silêncio estratégico, como se estivesse esperando as imagens ganharem profundidade em minha consciência. Com voz de sussurro começou a sugerir que não valia a pena… “esqueça, as coisas não vão mudar”, “você não percebe que os problemas são grandes demais?”, “cuide do seu futuro”, “pense no conforto da sua família”, e outras melozidades atraentes. De uma hora para outra eu já não sabia se a voz que eu ouvia era a da desesperança ou da minha consciência. Levantei, esfreguei os olhos para ver se ela ainda estava lá, e aventei a possibilidade de ter cochilado. Mas não. Era ela mesmo. Sua silhueta esfumaçada estava imponente ao meu lado, e sua voz parecia um canto de sereia que deixava a sala num clima bem propício para que eu me acomodasse de vez ao sofá. Antes de sair, sugeriu que eu deveria entregar os pontos e seguir com todas as marias que vão com as outras. Fiquei com a sensação de que, ao sair, a desesperança levara consigo minhas forças. Tudo que consegui fazer foi levantar os olhos e orar a Deus.

Com a chegada do sol na manhã seguinte, a misericórdia de Deus foi me despertar. Trouxe para mim um presente: memórias que me davam esperança. Dentro da caixa, um cartão: “Não desanime meu filho. Seu trabalho não é vão. É através dele que a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor como as águas cobrem o mar”.

O nosso presente caracteriza um traço de sua personalidade muito forte. Mas por outro lado lembrando do Pr. Haroldo porque ele gostava de memoriais, que este presente seja também um memorial daquilo que lhe trás esperança.

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Deus abençoe a todos!

*Nobu Handa faz parte da equipe da Universidade da Família e é responsável pelo área de Relações Institucionais.

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