TESTEMUNHO
Participar deste curso foi muito importante para mim, pois reafirmou o amor de Deus por mim, o meu valor como mulher e minhas responsabilidades nos meus papéis como esposa e mãe.
As lições que mais me chamaram a atenção foram: “ Aproveite a oportunidade”; “Submissão: Plano de Deus”; “ Auxiliadora ou obstáculo?” e “Não morra em casa”.
Na lição 3, eu percebi que não estava conseguindo aproveitar oportunidades. Tinha muita facilidade em aprender, tirar boas notas, até em cursos relacionados com o aprendizado da Palavra de Deus. No entanto, tudo ia bem na teoria, a prática trazia suas frustrações, especialmente na evangelização. O Espírito Santo trouxe à minha memória experiências da minha adolescência e juventude, onde recebi constantemente a mensagem “você não pertence”, através de atitudes de várias pessoas. Eu me sentia com necessidade de provar que eu tinha valor.
Algumas dessas coisas já tinham sido tratadas quando fiz o Seminário Veredas Antigas. O que o Espírito Santo me revelou agora, foi um voto que fiz no coração de não ajudar ninguém, em resposta às humilhações sofridas no passado. Descobri que este voto me afastou das pessoas, endurecendo meu coração. Eu não queria sofrer mais como antes. Mesmo como facilitadora e coordenadora do Veredas antigas, eu me limitava a me relacionar com as pessoas apenas no Seminário, não conseguia dar continuidade. Ficava muito triste de não conseguir levar pessoas a Cristo, especialmente os da minha família. Abri meu coração no grupo e pedi perdão pela iniqüidade gerada pelo voto que fiz. Quebrei este voto, coloquei o sangue de Jesus entre esta iniqüidade e a minha vida e perdoei as pessoas envolvidas. Algo mudou em minha vida. Sentia mais alegria, mais alívio.
Na semana seguinte, senti uma necessidade enorme de visitar meus pais. Meu pai estava doente, estive conversando com eles, e Deus me deu uma oportunidade. Compartilhei com eles minha fé em Jesus e logo em seguida estava fazendo uma oração com meu pai. Ele decidiu entregar sua vida a Jesus. Minha mãe reafirmou sua fé, dizendo que já tinha atendido a um apelo e também recebeu Jesus. Fiquei muito feliz e grata ao Senhor por ter conseguido praticar o que tenho aprendido, de ter sido obediente e ver a ação de Deus na minha vida e na vida dos meus pais. Estou buscando em Deus e tenho tido oportunidades de praticar a compaixão, algo que antes era bem precário. Tomei a decisão de me submeter a Deus e buscar o caráter de Jesus em minhas atitudes.
Nas lições 4 e 9, compreendi que eu “achava” que era submissa, mas apareceram situações em que eu me vi insubmissa por achar que meu marido estava errado e por me preocupar com as conseqüências de decisões dele. Ao agir assim eu também não estava sendo auxiliadora e sim obstáculo, pois argumentava com ele, não confiando que Deus agiria através das suas decisões. Isso o deixava irritado. E eu não o compreendia.
Ao invés de facilitar eu complicava a situação, várias vezes eu o impedia de seguir adiante com uma idéia por causa do medo e da insegurança. Li na Palavra de Deus que “maldito é o homem que confia no homem”. Já tinha lido isso antes, mas nunca com o significado revelado por Deus agora. Confiar em mim mesma e não em Deus me colocava debaixo de maldição. Ao julgar as motivações do meu marido como erradas e não confiar que Deus que lhe daria discernimento para tomar uma decisão acertada, eu estava confiando somente no meu modo de pensar. Não estava deixando ele ocupar o papel dele como cabeça.
Vejo como isso trouxe problemas no nosso relacionamento, nas finanças e também na minha saúde. Pedi perdão por confiar nas minhas forças e por não me submeter nem ao meu marido, nem a Deus . Entreguei a Jesus em sua cruz o medo, a insegurança e frustrações com erros do passado. Tomei a decisão de me submeter a Deus e confiar nEle para capacitar meu marido com discernimento.Contar com Sua ajuda para ser de fato submissa e auxiliadora idônea.
Outra lição que me impactou foi “Não morra em casa”. Há 23 anos, quando nasceu minha filha, eu deixei para trás minha carreira de Analista de Cargos e Salários numa empresa conceituada para assumir o papel de esposa, mãe e dona-de casa em tempo integral. Cuidei pessoalmente de meus dois filhos. O mais novo tem agora 18 anos. Hoje, os cuidados com os filhos diminuíram, pois estão se tornando independentes. Restam o s afazeres domésticos, que nem sempre tem o devido reconhecimento e na maioria das vezes, o serviço só é percebido quando não é feito. Eu murmurei muitas vezes; nesta lição pude entender que minha missão de dona-de-casa é um ministério, e que posso fazer tudo com alegria, pois é com a ajuda de Deus e para Deus que eu faço meu trabalho.
Louvo a Deus pela Sua maravilhosa graça em nos curar neste grupo. Foram preciosos os momentos em que vimos a conversão de algumas, a cura de outras, bons testemunhos. Agradeço também à Shirley, uma líder exemplar para mim, amorosa, uma mulher de Deus.
Obrigada a UDF por fazer chegar até nós estes ensinos tão valorosos.
Sylmara.
