Da Redação UDF
Região Sudeste – O Ministério Veredas Antigas, através de seus diretores Marcelo e Dina Staut, abençoaram a vida de oito casais com o treinamento para líderes dos cursos Aliança – Amor Incondicional e Romance à Maneira de Deus. O evento aconteceu nos dias 24 e 25 de julho na Universidade da Família em Pompéia-SP. Estiveram presentes participantes de várias cidades como Lins-SP, Maringá-PR, Uberlândia-MG, Ourinhos-SP, Goiânia-GO, Londrina-PR e Pompéia-SP.
Marcelo e Dina Staut – diretores Veredas Antigas
Em entrevista à Redação da UDF, os diretores falaram sobre o treinamento.
Redação UDF: O que acontece quando os participantes chegam para o treinamento?
Dina: Eles recebem mais informações sobre a Universidade da Família, e percebem que há não apenas um curso, mas uma série de ferramentas para auxiliar as igrejas. Trabalhamos integrados aqui na UDF e queremos trabalhar integrados nas igrejas também. Desta vez, fizemos o treinamento unificado para líderes dos cursos Aliança e Romance.
Redação UDF: Durante o treinamento do curso Aliança – Amor Incondicional ministrações com os casais costumam acontecer. Qual a maior dificuldade para os participantes?
Dina: A maior dificuldade dos casais é de sentar juntos e olhar nos olhos, pois muitos casais não têm tempo para conversar. Normalmente não há nada na rotina do casal que promova esse momento de reflexão.
Redação UDF: Esse compartilhamento, essa troca de verdade é o que gera mais tempo de qualidade na vida do casal?
Dina: Com certeza! A experiência compartilhada no treinamento é como um bisturi abrindo uma ferida para que ela possa ser curada. Às vezes, a esposa não fala há anos sobre seus sentimentos com o marido e ele, por sua vez, também tem assuntos que nunca conversou com a esposa. O treinamento dá uma “sacudida” no relacionamento para que eles possam ver quais são as suas feridas e então tratá-las. A área que os casais mais falham é na comunicação.
Redação UDF: Falha na comunicação mostra que os casais não sabem se relacionar entre si?
Dina: Exatamente, a comunicação não chega ao coração. Eles sentam para conversar sobre os filhos, sobre finanças, sobre trabalho e ministério, mas não conversam sobre o casamento e a vida íntima como marido e mulher. Eles não compartilham sobre o que ele (a) gosta, ou se está ferido (a) com alguma conversa. Falta dedicação.
Redação UDF: Sobre o Romance à Maneira de Deus: para participar, é necessário ter filhos que estejam na fase de namoro?
Dina: O Romance vai ministrar a Palavra de Deus no coração dos filhos e dos pais. Então, os participantes que têm filhos são beneficiados com a prática, mas os que não têm filhos, também podem participar do treinamento.
Redação UDF: Qual exemplo prático você pode nos dar?
Dina: Nós aplicamos uma dinâmica com o grupo que fala sobre as 20 causas de feridas nos filhos que conduzem à rebeldia. Sobre esse tema, um cônjuge avalia o outro e juntos descobrem como estão acertando ou errando na educação dos filhos. Um exemplo de atitude que pode causar rebeldia é quando um pai não cumpre suas promessas. O que isso causa no coração do filho? Ele passa a ter medo de confiar no pai. Se o casal tem filhos, a esposa vai avaliar: será que meu marido está tendo essa atitude? E o marido também observará sua esposa.
Redação UDF: Quando isso é feito, o que acontece como resultado?
Dina: Quando o casal faz essa avaliação, eles descobrem como podem melhorar e oram juntos, abençoando a vida um do outro como pai e mãe. Ao invés de se acusarem pelo erro na educação do filho, começam a se ajudar e isso gera compaixão entre eles.
Redação UDF: Atitudes e diálogos simples como esses podem proteger o coração do filho, inclusive na área sentimental?
Dina: Nós ensinamos que o maior presente que um pai pode dar ao seu filho é amar a sua esposa, e vice-versa. Essas atitudes refletem até no relacionamento amoroso do filho, pois ele terá um coração protegido e sua confiança estará firmada em seus pais, permitindo um grande compartilhamento na fase de namoro/noivado do filho.
Redação UDF: Em sua opinião, o que motiva as pessoas a buscarem tantas respostas para o coração?
Marcelo: Nós percebemos que a igreja tem por “obrigação” dar respostas, seja para o casamento, para a educação dos filhos, para relacionamentos, para a depressão, angústias e outras coisas. Só que as perguntas mudam o tempo todo e as igrejas acabam ficando sem respostas, afinal, como podemos entender as perguntas que o coração faz? Nós somos uma sociedade com conhecimento, mas sem sabedoria. Acredito que as pessoas participam dos cursos a fim de encontrar respostas para o seu coração, para suas aflições. O que conforta o nosso coração é que elas encontram essas respostas em Deus, sem ficar na superficialidade. É um investimento pessoal muito valoroso.
Redação UDF: É possível ver mudanças nos participantes já nos treinamentos?
Dina: Sim, totalmente. Os participantes são surpreendidos e impactados porque vêem buscar um treinamento de líderes e, no decorrer do evento, são tratados e ministrados em áreas que jamais pensaram ou buscaram. Os testemunhos falam por si.