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      • Artigos
        17/07/2008



A Aposentadoria




Por Andrés Panasiuk

Estima-se que a média de vida de uma pessoa nos Estados Unidos da América é de 72 anos. Sendo assim, devemos nos preparar para o momento em que tenhamos liberdade de deixar o trabalho que estamos fazendo e possamos receber sustento econômico para fazer outras coisas.
Não necessariamente devemos nos aposentar ao completar 65 anos. Por acaso, esse conceito não é bíblico. Não encontrei na Bíblia algo que diga que os trabalhadores devam abandonar seu trabalho a certa idade. Somente descobri uma passagem que fala especificamente da sessão das funções do templo de um sacerdote mais velho a um mais jovem e isso, creio eu, por que era pesado o trabalho de matar bois e oferecer os holocaustos mais do que por ter certa idade.
Conheço pessoas que se aposentaram ou se afastaram aos 40, 45 anos, e outras que planejaram seu afastamento e o fizeram aos 50 anos. Tenho parentes com mais de 80 anos que continuam sua vida produtiva.
Dario, o Persa, recebeu o reino dos caldeus aos 62 anos de idade (Daniel 5: 30, 31) e se ele era suficientemente forte aos 62 anos para conquistar um reino, também você e eu o somos para continuar servindo ao Senhor até o dia em que Ele nos chame, seja como empresários, profissionais ou ministros.


Devemos planejar para o futuro, para o momento em que vamos deixar nosso trabalho regular, levando em conta que há muita gente vivendo cada vez mais devido ao contínuo desenvolvimento da ciência, tecnologia e medicina.
O Seguro Social e os planos de aposentadoria são, sem dúvida, uma boa iniciativa no século 20. No entanto, devemos ter cuidado ao pensar que uma pessoa aos 65 ou 70 anos de idade, simplesmente porque se aposentou ou afastou-se do trabalho, se converteu em um inútil.
Na Universidade de Harvard entre 1980 e 1990, foi feito um estudo com alguns alunos graduados da instituição. Os alunos que haviam se afastado em 1980 e que deixaram de trabalhar, o estudo indicava que em 1990, seis em cada sete haviam falecido. Dos que continuavam trabalhando, seis em cada sete estavam vivos.


Continuar trabalhando depois da aposentadoria pode ser algo positivo. Nos dá o que fazer; mantém nossa mente ágil e em funcionamento; nos faz sentir oportunos, úteis e que contribuímos com algo à sociedade em que vivemos.
Por outro lado, os planos que nossos países oferecem nem sempre são eficientes. Ajudam, mas não são eficientes. Todos nós deveríamos ter um plano de afastamento complementar e para isso, recomendo que leiam algum livro que tenha a ver com a maneira de planejar para complementar a aposentadoria.
Provérbios 6:6-8 diz: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.”
Então, alguém ao aposentar-se não necessariamente deve evitar toda atividade. Se planejar sabiamente uma aposentadoria complementar, ele pode seguir com sua profissão, estudar outra coisa, fazer novos negócios, ajudar aos mais jovens, viajar, etc. Sempre é bom viver uma vida ativa, e, sobretudo, vivê-la glorificando ao nome do Senhor.


Andrés Panasiuk é formado em Ciências da Comunicação Social, com especialização em Comunicação interpessoal e de grupo. Possui doutorado em Estudos Teológicos do Seminário Emmanuel, da cidade de Kota, Indía. O doutor Andrés Panasiuk é o atual Vice-Presidente Global de Conceitos Financeiros Crown.



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