Por Rebeca Fumie Umetsu Hansen
Na Escola onde atuo como professora de Ciências no Ensino Fundamental II e também na área de coordenação pedagógica, acontece reuniões mensais envolvendo quase todos os funcionários, de professores ao pessoal da secretaria, bibliotecária e até inspetora de alunos.
Na reunião de junho, o professor Tony Davidson desenvolveu o tema "Adolescência - mentalidade e comportamento". Percebemos que a adolescência, na verdade, é uma invenção humana. O conceito foi definido em 1976 para justificar e denominar um conjunto de atitudes e comportamentos que são conseqüência da falta de identidade que o pós-guerra acabou gerando.
O pós II Guerra trouxe novas tecnologias para as fábricas, que necessitavam de mão de obra mais especializada, o que exigiu dos alunos mais tempo nas escolas.
Na sociedade anterior, agrária ou de manufatura, os filhos conviviam com os pais, aprendiam o ofício da família com eles, os quais, por sua vez, os influenciavam na formação dos valores e na incorporação das responsabilidades. Aos 14 e 15 anos, os filhos já tinham condições de assumir os negócios ou de ampliar e até de montar seu próprio negócio. Era natural ser responsável e ir se transformando em adulto. Não havia crise de identidade, pois o modelo paterno e familiar era algo que se passava naturalmente através da convivência.
A sociedade capitalista industrial tirou o pai e a mãe de casa, os filhos ficaram mais tempo na escola convivendo com os iguais, numa grande massa sem referências de adultos. Não é sem razão que "perderam" a identidade, o adolescente é alguém em busca da própria identidade, sabendo que não é mais criança, pois a puberdade atesta; considera-se adulto, mas não quer assumir responsabilidades. Não há adultos por perto que os ajudem a desenvolver um caráter maduro e escolhas responsáveis.
Hoje, já se considera que a adolescência não termina aos 19 anos, mas se prolonga até os 24, 25 anos (universitários), e há adolescentes de 30, 40, 50 anos.
É por isso que são necessários cursos como “Hombridade” e “Coragem”, para tentar sanar a lacuna que ficou na formação dos adultos-adolescentes que não se sentem preparados para a vida.
Na verdade, a existência da adolescência foi intencional, promovido pelo inimigo que está por trás do sistema, cujo objetivo é a destruição da família.
Toda essa discussão na reunião, sobre a qual mencionei no início deste texto, trouxe um peso ao coração dos professores pelos pais dos alunos, por suas famílias. Surgiram várias orações de clamor por eles. E foi lançado um apelo: quem gostaria de ser um "missionário" para os pais, levando as "boas novas" (evangelho) de que é possível resgatar os filhos, de que é possível ter filhos educados, usando o material da Universidade da Família?
Diante de tantas "aberrações familiares", já é pronunciado que a família é uma instituição falida. Mas não é esta a opinião de Deus. Como lembrou o Pr. Harold Walker, “Deus restaurará o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais" (ML 4:6).
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Rebeca Fumie Umetsu Hansen
Coordenadora pedagógica e professora
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O professor que proferiu a palestra é Tony Davidson,
pastor da Comunidade Cristã Missionária em Jundiaí-SP e professor de
Valores para Vida da Escola Cristã Jundiaí.
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Pastor Harold Walker é presidente da mantenedora, palestrante e faz parte da equipe
editorial da Revista Impacto.
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